sexta-feira, setembro 19, 2008
Recordar é viver
Do então senador Severo Gomes, na década de 80: "Já me daria por satisfeito se conseguíssemos estatizar o Banco Central". Em tempos de subprime, já não seria a hora de colocar em questão essa possibilidade? Quero ver quem vai defender, num cenário desses, a autonomia do BC.
segunda-feira, setembro 08, 2008
"O enterro do neoliberalismo"
Ainda sobre a crise das hipotecas nos EUA...
"É fantástico o país mais liberal do mundo ter de estatizar. É o enterro do neoliberalismo de uma maneira trágica", afirmou Maria da Conceição Tavares, economista.
E comparando com o Proer de FHC...
"Custou uma fortuna. O nosso Proer foi mais baratinho", afirmou Tavares.
"O fim do neoliberalismo"
"Essa crise marca o fim da onda neoliberal. É fundamental que haja uma intervenção do Estado", disse Luiz Carlos Bresser Pereira, ex-ministro da Fazenda.
E nós vamos vender os nossos aeroportos...
Trechos extraídos de matéria de hoje da Folha Online. Link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u442649.shtml
"É fantástico o país mais liberal do mundo ter de estatizar. É o enterro do neoliberalismo de uma maneira trágica", afirmou Maria da Conceição Tavares, economista.
E comparando com o Proer de FHC...
"Custou uma fortuna. O nosso Proer foi mais baratinho", afirmou Tavares.
"O fim do neoliberalismo"
"Essa crise marca o fim da onda neoliberal. É fundamental que haja uma intervenção do Estado", disse Luiz Carlos Bresser Pereira, ex-ministro da Fazenda.
E nós vamos vender os nossos aeroportos...
Trechos extraídos de matéria de hoje da Folha Online. Link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u442649.shtml
Liberalismo em crise
Deixa o mercado trabalhar em paz que o resultado será, no mínimo, uma crise subprime. O governo dos EUA, que pede para que os países "em desenvolvimento" pratiquem o livre mercado, acaba de injetar US$ 200 bilhões (é isso mesmo eu não estou errado) em duas empresas que concedem financiamento imobiliário. Intervencionismo puro. É sempre assim: os grandes grupos econômicos e financeiros pedem aos governos que os deixem trabalhar; quando o negócio azeda vão pedir socorro aos cofres públicos. E quem paga a conta? O cidadão comum, of course!
domingo, setembro 07, 2008
Eleições 2008 - Fortaleza
Troca de farpas
Está pesado o clima entre Luizianne Lins (PT) e Patrícia Saboya (PDT). A prefeita, candidata à reeleição, entrou com ação na Justiça Eleitoral para impedir que a senadora utilize imagens do presidente Lula, do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB) e do deputado federal Ciro Gomes (PSB) em seu guia. Como o PT e o PSB fazem parte da coligação que apóia Luizianne, a Justiça acatou o pedido da petista. Patrícia protestou contra a decisão da Justiça, dizendo-se vítima de censura. Alegou que Lula, Cid e Ciro fazem parte de sua trajetória pessoal e política e que, por isso, teria todo direito de utilizar suas imagens. Lula não quer nem saber de pisar na capital cearense. A menos que o segundo turno seja disputado entre Luizianne ou Patrícia e Moroni Torgan (DEM).
Slogan
O candidato do DEM, Moroni Torgan, utiliza-se do slogan de Lula, nas últimas eleições, para tentar chegar ao segundo turno. A frase "Deixa o homem trabalhar" já está na cabeça do eleitorado.
Jingle
Se jingle fosse critério para decidir o vencedor das eleições, Aguiar Júnior, do nanico PTC, sairia vitorioso. Os versinhos pegajosos da sua campanha estão na cabeça do eleitor fortalezense:
“É Aguiar,/É Aguiar,/Olê, olê, olá…
É Aguiar,/É Aguiar,/Olê, olê, olá!
É elllleeee!!”
Resta saber se ele conseguirá ser, pelo menos, citado nas próximas pesquisas de intenção de voto.
Está pesado o clima entre Luizianne Lins (PT) e Patrícia Saboya (PDT). A prefeita, candidata à reeleição, entrou com ação na Justiça Eleitoral para impedir que a senadora utilize imagens do presidente Lula, do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB) e do deputado federal Ciro Gomes (PSB) em seu guia. Como o PT e o PSB fazem parte da coligação que apóia Luizianne, a Justiça acatou o pedido da petista. Patrícia protestou contra a decisão da Justiça, dizendo-se vítima de censura. Alegou que Lula, Cid e Ciro fazem parte de sua trajetória pessoal e política e que, por isso, teria todo direito de utilizar suas imagens. Lula não quer nem saber de pisar na capital cearense. A menos que o segundo turno seja disputado entre Luizianne ou Patrícia e Moroni Torgan (DEM).
Slogan
O candidato do DEM, Moroni Torgan, utiliza-se do slogan de Lula, nas últimas eleições, para tentar chegar ao segundo turno. A frase "Deixa o homem trabalhar" já está na cabeça do eleitorado.
Jingle
Se jingle fosse critério para decidir o vencedor das eleições, Aguiar Júnior, do nanico PTC, sairia vitorioso. Os versinhos pegajosos da sua campanha estão na cabeça do eleitor fortalezense:
“É Aguiar,/É Aguiar,/Olê, olê, olá…
É Aguiar,/É Aguiar,/Olê, olê, olá!
É elllleeee!!”
Resta saber se ele conseguirá ser, pelo menos, citado nas próximas pesquisas de intenção de voto.
sexta-feira, maio 23, 2008
"Será, a vida, outra coisa senão uma ilusão?"
Esperamos que sim, Artur da Távola.
A política perdeu um grande representante; a música erudita, um grande aliado. Vai fazer falta, com certeza.
A política perdeu um grande representante; a música erudita, um grande aliado. Vai fazer falta, com certeza.
Morre o senador Jefferson Péres
O Congresso Nacional perdeu hoje uma de suas maiores figuras: o senador Jefferson Péres (PDT-AM). O senador amazonense sofreu um infarto fulminante em sua casa, na cidade de Manaus (AM). Considerado por muitos uma referência ética no modo de fazer política, Péres relatou, em 2007, o processo que recomendou a cassação do mandato do então presidente do Senado, Renan Calheiros, por quebra de decoro parlamentar. Calheiros acabou absolvido no plenário. Relatou, ainda, o processo que cassou o mandato do ex-senador Luiz Estevão. Péres foi eleito para o Senado em 1995, pelo PSDB, e em 1999, migrou para o PDT. O Senado Federal ficou menor.
Saturnino Braga: "Não sinto nenhuma falta do Senado"
Muito boa a entrevista concedida pelo ex-senador da República Roberto Saturnino Braga a Antônio Abujamra, ontem, no programa "Provocações", da TV Cultura. Saturnino Braga falou um pouco de sua trajetória política e afirmou que não se encontrou em nenhum dos partidos pelos quais passou, entre eles o PDT de Brizola (com quem brigou politicamente), o PSB e o PT (seu último partido). Disse não sentir nenhuma falta do Senado Federal (também pudera). Falando um pouco do Brasil, o ex-senador destacou os avanços institucionais ocorridos no governo Lula que propiciaram um crescimento econômico com distribuição de renda. Mesmo assim, asseverou que em educação e cultura nosso quadro ainda é assustador. Na parte final do programa, Saturnino Braga afirma que, contrariamente ao que seus pares pensam a seu respeito, não foi um bom político. Diz-se decepcionado com Fernando Henrique Cardoso (também pudera), continua a admirar Liv Ullmann e François Truffaut e a ler Kant e Hegel. Por fim, reflete: "Político não tem liberdade!!"
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