segunda-feira, setembro 08, 2008

Liberalismo em crise

Deixa o mercado trabalhar em paz que o resultado será, no mínimo, uma crise subprime. O governo dos EUA, que pede para que os países "em desenvolvimento" pratiquem o livre mercado, acaba de injetar US$ 200 bilhões (é isso mesmo eu não estou errado) em duas empresas que concedem financiamento imobiliário. Intervencionismo puro. É sempre assim: os grandes grupos econômicos e financeiros pedem aos governos que os deixem trabalhar; quando o negócio azeda vão pedir socorro aos cofres públicos. E quem paga a conta? O cidadão comum, of course!

domingo, setembro 07, 2008

Eleições 2008 - Fortaleza

Troca de farpas

Está pesado o clima entre Luizianne Lins (PT) e Patrícia Saboya (PDT). A prefeita, candidata à reeleição, entrou com ação na Justiça Eleitoral para impedir que a senadora utilize imagens do presidente Lula, do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB) e do deputado federal Ciro Gomes (PSB) em seu guia. Como o PT e o PSB fazem parte da coligação que apóia Luizianne, a Justiça acatou o pedido da petista. Patrícia protestou contra a decisão da Justiça, dizendo-se vítima de censura. Alegou que Lula, Cid e Ciro fazem parte de sua trajetória pessoal e política e que, por isso, teria todo direito de utilizar suas imagens. Lula não quer nem saber de pisar na capital cearense. A menos que o segundo turno seja disputado entre Luizianne ou Patrícia e Moroni Torgan (DEM).

Slogan

O candidato do DEM, Moroni Torgan, utiliza-se do slogan de Lula, nas últimas eleições, para tentar chegar ao segundo turno. A frase "Deixa o homem trabalhar" já está na cabeça do eleitorado.

Jingle

Se jingle fosse critério para decidir o vencedor das eleições, Aguiar Júnior, do nanico PTC, sairia vitorioso. Os versinhos pegajosos da sua campanha estão na cabeça do eleitor fortalezense:

“É Aguiar,/É Aguiar,/Olê, olê, olá…
É Aguiar,/É Aguiar,/Olê, olê, olá!
É elllleeee!!”

Resta saber se ele conseguirá ser, pelo menos, citado nas próximas pesquisas de intenção de voto.

sexta-feira, maio 23, 2008

"Será, a vida, outra coisa senão uma ilusão?"

Esperamos que sim, Artur da Távola.
A política perdeu um grande representante; a música erudita, um grande aliado. Vai fazer falta, com certeza.

Morre o senador Jefferson Péres

O Congresso Nacional perdeu hoje uma de suas maiores figuras: o senador Jefferson Péres (PDT-AM). O senador amazonense sofreu um infarto fulminante em sua casa, na cidade de Manaus (AM). Considerado por muitos uma referência ética no modo de fazer política, Péres relatou, em 2007, o processo que recomendou a cassação do mandato do então presidente do Senado, Renan Calheiros, por quebra de decoro parlamentar. Calheiros acabou absolvido no plenário. Relatou, ainda, o processo que cassou o mandato do ex-senador Luiz Estevão. Péres foi eleito para o Senado em 1995, pelo PSDB, e em 1999, migrou para o PDT. O Senado Federal ficou menor.

Saturnino Braga: "Não sinto nenhuma falta do Senado"

Muito boa a entrevista concedida pelo ex-senador da República Roberto Saturnino Braga a Antônio Abujamra, ontem, no programa "Provocações", da TV Cultura. Saturnino Braga falou um pouco de sua trajetória política e afirmou que não se encontrou em nenhum dos partidos pelos quais passou, entre eles o PDT de Brizola (com quem brigou politicamente), o PSB e o PT (seu último partido). Disse não sentir nenhuma falta do Senado Federal (também pudera). Falando um pouco do Brasil, o ex-senador destacou os avanços institucionais ocorridos no governo Lula que propiciaram um crescimento econômico com distribuição de renda. Mesmo assim, asseverou que em educação e cultura nosso quadro ainda é assustador. Na parte final do programa, Saturnino Braga afirma que, contrariamente ao que seus pares pensam a seu respeito, não foi um bom político. Diz-se decepcionado com Fernando Henrique Cardoso (também pudera), continua a admirar Liv Ullmann e François Truffaut e a ler Kant e Hegel. Por fim, reflete: "Político não tem liberdade!!"

sábado, dezembro 29, 2007

Passagem de ano

2007 vai chegando ao fim. E daí? Não sou como Drummond que achava genial a idéia de cortar o tempo em fatias. Para o poeta de sete faces, doze meses são suficientes "...para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos". Depois, "...vem o milagre da renovação e tudo começa outra vez...". Não, não. Nada disso. "Eu não sei o que o amanhã me trará", assim como Fernando Pessoa em sua última frase. Entro em 2008, como estive em 2007 ou em 2006: "...tonto de tanto dormir ou de tanto pensar...".
Não sei se terminarei "Água Viva", de Clarice Lispector, antes do dia 31. Provavelmente, concluirei a leitura da novela "Morte em Veneza", de Thomas Mann, ainda esse ano. "Tonio Kröger" fica para o ano que vem. Assim como "A Peste" e "O Estrangeiro", de Albert Camus. Estou cansado, mas não sei de que me canso. "De nada me serviria sabê-lo...". Adeus 2007. E obrigado a Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa e Álvaro de Campos pelas frases tomadas por empréstimo.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Pensando bem...

O Senador José Agripino Maia (DEM/RN) é um democrata. Vejamos: foi prefeito biônico de Natal, indicado pelos militares, e apoiou uma ditadura que assassinou milhares de pessoas, muitas delas tidas como "desaparecidas", que lutaram para redemocratizar o país. Pensando bem, ele é um DEMOcrata.