sexta-feira, maio 23, 2008
Saturnino Braga: "Não sinto nenhuma falta do Senado"
Muito boa a entrevista concedida pelo ex-senador da República Roberto Saturnino Braga a Antônio Abujamra, ontem, no programa "Provocações", da TV Cultura. Saturnino Braga falou um pouco de sua trajetória política e afirmou que não se encontrou em nenhum dos partidos pelos quais passou, entre eles o PDT de Brizola (com quem brigou politicamente), o PSB e o PT (seu último partido). Disse não sentir nenhuma falta do Senado Federal (também pudera). Falando um pouco do Brasil, o ex-senador destacou os avanços institucionais ocorridos no governo Lula que propiciaram um crescimento econômico com distribuição de renda. Mesmo assim, asseverou que em educação e cultura nosso quadro ainda é assustador. Na parte final do programa, Saturnino Braga afirma que, contrariamente ao que seus pares pensam a seu respeito, não foi um bom político. Diz-se decepcionado com Fernando Henrique Cardoso (também pudera), continua a admirar Liv Ullmann e François Truffaut e a ler Kant e Hegel. Por fim, reflete: "Político não tem liberdade!!"
sábado, dezembro 29, 2007
Passagem de ano
2007 vai chegando ao fim. E daí? Não sou como Drummond que achava genial a idéia de cortar o tempo em fatias. Para o poeta de sete faces, doze meses são suficientes "...para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos". Depois, "...vem o milagre da renovação e tudo começa outra vez...". Não, não. Nada disso. "Eu não sei o que o amanhã me trará", assim como Fernando Pessoa em sua última frase. Entro em 2008, como estive em 2007 ou em 2006: "...tonto de tanto dormir ou de tanto pensar...".
Não sei se terminarei "Água Viva", de Clarice Lispector, antes do dia 31. Provavelmente, concluirei a leitura da novela "Morte em Veneza", de Thomas Mann, ainda esse ano. "Tonio Kröger" fica para o ano que vem. Assim como "A Peste" e "O Estrangeiro", de Albert Camus. Estou cansado, mas não sei de que me canso. "De nada me serviria sabê-lo...". Adeus 2007. E obrigado a Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa e Álvaro de Campos pelas frases tomadas por empréstimo.
Não sei se terminarei "Água Viva", de Clarice Lispector, antes do dia 31. Provavelmente, concluirei a leitura da novela "Morte em Veneza", de Thomas Mann, ainda esse ano. "Tonio Kröger" fica para o ano que vem. Assim como "A Peste" e "O Estrangeiro", de Albert Camus. Estou cansado, mas não sei de que me canso. "De nada me serviria sabê-lo...". Adeus 2007. E obrigado a Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa e Álvaro de Campos pelas frases tomadas por empréstimo.
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Pensando bem...
O Senador José Agripino Maia (DEM/RN) é um democrata. Vejamos: foi prefeito biônico de Natal, indicado pelos militares, e apoiou uma ditadura que assassinou milhares de pessoas, muitas delas tidas como "desaparecidas", que lutaram para redemocratizar o país. Pensando bem, ele é um DEMOcrata.
Direto do Orkut
Essa veio da comunidade "Ingmar Bergman - Brasil".
Um membro perguntou: o que Bergman teria dito à morte ao encontrá-la?
Primeiro, a morte lhe disse:
- Enfim, xeque-mate.
E Bergman respondeu:
- Hoje morro mas você não me venceu.
Grande Bergman, realizador de obras-primas como "O Sétimo Selo", que inspirou a criação desse fictício diálogo.
Um membro perguntou: o que Bergman teria dito à morte ao encontrá-la?
Primeiro, a morte lhe disse:
- Enfim, xeque-mate.
E Bergman respondeu:
- Hoje morro mas você não me venceu.
Grande Bergman, realizador de obras-primas como "O Sétimo Selo", que inspirou a criação desse fictício diálogo.
sábado, dezembro 15, 2007
Frase da semana
"Foi uma vitória de merda"
Senador Sérgio Guerra (PE), presidente nacional do PSDB, após a votação da PEC nº 89, de 2007, que culminou com a extinção da CPMF.
Senador Sérgio Guerra (PE), presidente nacional do PSDB, após a votação da PEC nº 89, de 2007, que culminou com a extinção da CPMF.
terça-feira, dezembro 04, 2007
Política - Renan absolvido, CPMF quase aprovada
O plenário do Senado acaba de absolver o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da segunda acusação de quebra de decoro parlamentar. Antes disso, Renan oportunamente renunciou à presidência do Senado. De nada adiantou o relatório do senador Jefferson Péres (PDT-AM) que apontou indícios da participação de Renan em "sociedades ocultas" para aquisição de emissoras de rádio.
Foram contabilizados 48 votos pela absolvição, 29 pela cassação e quatro abstenções. Pelo placar, deduz-se que Renan teve a seu favor voto de tudo quanto é lado: PMDB e PT em peso, além de alguns dos oposicionistas PSDB e DEM. A absolvição do alagoano deve garantir ao governo os desejados R$ 40 bilhões da CPMF. Os senadores da sua órbita de influência - João Tenório (PSDB-AL), Euclydes Mello (PRB-AL), Almeida Lima (PMDB-SE), Wellington Salgado (PMDB-MG), dentre outros -, que votariam contra a prorrogação do tributo, se o plenário o cassasse, deverão decidir a favor da CPMF.
Onde foram parar a ética e o decoro parlamentar?
Foram contabilizados 48 votos pela absolvição, 29 pela cassação e quatro abstenções. Pelo placar, deduz-se que Renan teve a seu favor voto de tudo quanto é lado: PMDB e PT em peso, além de alguns dos oposicionistas PSDB e DEM. A absolvição do alagoano deve garantir ao governo os desejados R$ 40 bilhões da CPMF. Os senadores da sua órbita de influência - João Tenório (PSDB-AL), Euclydes Mello (PRB-AL), Almeida Lima (PMDB-SE), Wellington Salgado (PMDB-MG), dentre outros -, que votariam contra a prorrogação do tributo, se o plenário o cassasse, deverão decidir a favor da CPMF.
Onde foram parar a ética e o decoro parlamentar?
sexta-feira, novembro 23, 2007
Política - FHC, bom português e a crise tucana
Numa clara referência a Lula, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou hoje, durante o 3º Congresso Nacional do PSDB, que o país precisa ser liderado por alguém que fale bom português. "Faremos o impossível para que os brasileiros falem a nossa língua e falem bem e não sejam liderados por alguém que despreza a educação, a começar pela própria", disse o ex-presidente (veja matéria do Estadão, referenciada abaixo). Demonstra, com isso, um preconceito e um despeito enorme. Segundo o jornalista Paulo Henrique Amorim (veja o artigo no link abaixo), "...se ele exprime esses sentimentos, com tanta clareza, porque é um despeitado – como supõe o Ministro Tarso Genro – ou que percebe que vai entrar para a História como uma nota de pé de página do movimento neo-liberal na América Latina, isso pouco importa". O sociólogo tem horror a pobre mesmo.
Mais que uma declaração isolada, é possível, com isso, ver o quão desesperado está o PSDB. Atira para todo lado, de qualquer jeito e com qualquer argumento. Sem discurso coerente, negando realizações feitas no passado quando era governo - como as privatizações -, o partido está em busca de uma identidade, após as derrotas nos pleitos presidenciais de 2002 e 2006. Os presidenciáveis José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) procuram, ao máximo, descolar-se de FHC. Já ficou comprovado, em eleições anteriores, que o ex-presidente tira votos de quem apóia. FH terminou seu mandato, em 2002, com apenas 30% de taxa de avaliação positiva - enquanto o "analfabeto" Lula tem mais de 50%. Em resumo: atrapalha mais o PSDB do que ajuda. Quanto menos ele fala, melhor para os tucanos.
E mais: segundo PHA, o objetivo do ex-presidente "...é tirar o foco da denúncia contra o mensalão tucano. É mais ou menos como arrancar o dedão do pé para se livrar de um espinho". Pois é, ainda tem o mensalão mineiro. Como é dura a vida do PSDB: está na oposição desde 2003 e, pior, sem base social.
Desse jeito, os tucanos não vão conseguir cumprir o grande objetivo proposto pelo novo programa do partido que é aproximar o povo brasileiro da legenda.
Reportagem do Estadão: http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac84610,0.htm
Artigo de Paulo Henrique Amorim: http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/467001-467500/467131/467131_1.html
Mais que uma declaração isolada, é possível, com isso, ver o quão desesperado está o PSDB. Atira para todo lado, de qualquer jeito e com qualquer argumento. Sem discurso coerente, negando realizações feitas no passado quando era governo - como as privatizações -, o partido está em busca de uma identidade, após as derrotas nos pleitos presidenciais de 2002 e 2006. Os presidenciáveis José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) procuram, ao máximo, descolar-se de FHC. Já ficou comprovado, em eleições anteriores, que o ex-presidente tira votos de quem apóia. FH terminou seu mandato, em 2002, com apenas 30% de taxa de avaliação positiva - enquanto o "analfabeto" Lula tem mais de 50%. Em resumo: atrapalha mais o PSDB do que ajuda. Quanto menos ele fala, melhor para os tucanos.
E mais: segundo PHA, o objetivo do ex-presidente "...é tirar o foco da denúncia contra o mensalão tucano. É mais ou menos como arrancar o dedão do pé para se livrar de um espinho". Pois é, ainda tem o mensalão mineiro. Como é dura a vida do PSDB: está na oposição desde 2003 e, pior, sem base social.
Desse jeito, os tucanos não vão conseguir cumprir o grande objetivo proposto pelo novo programa do partido que é aproximar o povo brasileiro da legenda.
Reportagem do Estadão: http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac84610,0.htm
Artigo de Paulo Henrique Amorim: http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/467001-467500/467131/467131_1.html
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