quinta-feira, janeiro 11, 2007

Política - Notas

PSDB também é Chinaglia
Os social-democratas formalizaram hoje (11/01) apoio ao candidato do PT à presidência da Câmara. Evidentemente, a base está rachada. Alguns deputados tucanos, principalmente os de São Paulo, protestaram. Paulo Renato Souza, Duarte Nogueira e Arnaldo Madeira dispararam contra o líder Jutahy Junior (PSDB-BA).

Pense grande
O deputado federal reeleito Raul Jungmann (PPS-PE) é acusado de desviar recursos do Incra. O parlamentar foi ministro do Desenvolvimento Agrário no governo FHC. A ação partiu da Procuradoria da República no DF. Estão envolvidas no suposto esquema mais oito pessoas. O paladino da ética, que manda o eleitor pensar grande em época de eleição, se vê assombrado pelo passado que poucos conhecem. Aguardemos a apuração dos fatos.

Privatização suspensa
Lula decidiu reavaliar modelo de concessão de rodovias para a iniciativa privada. Grandes trechos estavam prestes a entrar em leilão: Régis Bittencourt (São Paulo - Curitiba), Fernão Dias (São Paulo - Belo Horizonte), dentre outros. A chiadeira no mercado foi geral.

terça-feira, janeiro 09, 2007

Política - Notas

Desfiliação
O governador do MT, Blairo Maggi, formalizou pedido de desfiliação do PPS. Aliado de última hora do presidente Lula, deverá migrar para o PSB ou PR.

PMDB é Chinaglia
Numa reunião realizada hoje (09/01) no Congresso Nacional, o partido decidiu apoiar o candidato do PT à presidência da Câmara, Arlindo Chinaglia. O acordo só foi possível porque o PT firmou compromisso de apoiar o PMDB para a comando da casa legislativa em 2009.

MPE pede cassação de Cunha Lima
O Ministério Público Eleitoral da Paraíba solicitou ao TRE a cassação do mandato do governador Cássio Cunha Lima (PSDB) e de seu vice, José Lacerda Neto (PFL). Motivo: abuso de poder político e econômico na campanha eleitoral, devido à distribuição de cheques a pessoas carentes, com dinheiro público.

domingo, janeiro 07, 2007

Política - Terceirizado chega a custar duas vezes mais que servidor público

Matéria de O Estado de S. Paulo de hoje. Análise de contratos feitos por diversos órgãos públicos (INSS, DNIT, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) com empresas prestadoras de serviços, mostram que um funcionário terceirizado chega a ganhar o dobro que um servidor público concursado. Na área de informática do INSS, por exemplo, um prestador de serviço ganha R$ 1,3 mil, enquanto o servidor tem salário de R$ 635,98. E isso já é do conhecimento do Ministério Público Federal, Controladoria-Geral da União e Tribunal de Contas da União. Enquanto não se faz nada para coibir a terceirização, principalmente nas atividades-fim, as prestadoras de serviço agradecem à Viúva pela generosidade em adotar tabela de preços superior às praticadas pelo mercado. Com a palavra, o contribuinte.
Reportagem completa em: http://txt.estado.com.br/editorias/2007/01/07/pol-1.93.11.20070107.12.1.xml

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Economia - Valor de mercado da Petrobras: R$ 221 bi

Ainda o patrimônio da viúva. Desta vez, a Petrobras. Ontem (04/01), foi divulgado o valor de mercado da estatal brasileira de petróleo: US$ 103 bilhões. Desses, a União detém 32,2%. Nas bolsas de valores estão 30,9%. O capital social restante: estrangeiros, 8,2%; BNDESPar, 7,6%; trabalhadores (FGTS), 2,5%; demais pessoas físicas e jurídicas, 18,5%. Enfim, todo mundo está em festa. E tome dinheiro para fazer campanha publicitária.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Economia - "O Banco do Brasil é do Brasil"


O Sindicato dos Bancários de Brasília realizou nesta quinta-feira (04/01) uma manifestação contra a nova campanha publicitária do Banco do Brasil em frente à sede da instituição. Afirmam que ao designar o BB como o Banco do João, Banco da Maria, Banco do Bruno, transmite-se a idéia de que seja uma empresa privada. Temem que, por trás dessa iniciativa, exista uma tentativa de privatizar o banco.
Em tempos que o presidente Lula diz que não é de esquerda, tudo é possível. Principalmente depois que ele vendeu parte do capital total da instituição financeira para que o banco pudesse se inserir no "Novo Mercado" de valores mobiliários da Bovespa (O Tesouro Nacional detém 72,1% do capital, o fundo de pensão dos funcionários do BB, 12%, o BNDESPar, 3,4%, ficando o mercado com 12,5%).
Que o BB continua sendo nosso, não restam dúvidas. Mas o temor dos bancários - que deveria ser o da sociedade, em geral - tem uma razão: o banco já esteve bem próximo da privatização em tempos recentes.

sábado, dezembro 16, 2006

Cinema - A Queda: as últimas horas de Hitler

"Der Untergang" (Alemanha, 2004) mostra os últimos momentos do ditador nazista num bunker em Berlim até seu suicídio; é baseado nos depoimentos de sua secretária particular, Traudl Junge, escritos num livro que foi uma das inspirações para o roteiro.

Das muitas qualidades do filme, uma se destaca, sobremaneira: a atuação espetacular de Bruno Ganz. O ator austríaco confere "humanidade" ao führer, colaborando com a proposta do diretor alemão Oliver Hirschbiegel que era a de mostrar o poder de persuasão do ditador, num momento onde a derrota - na Segunda Grande Guerra - parecia inevitável. A partir daí, o espectador pode inferir sobre os reais motivos que levaram o povo alemão a apoiar as doutrinas nazistas, afastando, de uma vez por todas, a imagem de Adolf Hilter como um demônio. Essa é uma visão simplista que ignora o processo histórico pelo qual passou a Alemanha ao final e após a Primeira Grande Guerra e que pavimentaram o caminho para Hitler, suas idéias e aspirações.

É impressionante como Ganz conseguiu compor a personsagem. Os gestos, o modo de falar, tudo é perfeito na caracterização.

O filme também traz histórias paralelas como a de Goebbels e sua família: sua mulher assassina os filhos, para que os mesmos não cresçam numa Alemanha sem a influência do nazismo. Isso desperta no público certa dose de compaixão (com as crianças, é claro), que se mistura com o ódio comum da humanidade ao regime.

O diretor consegue, portanto, expressar um fato histórico com certa objetividade, mostrando o poder que Hitler tinha sobre seus subordinados, sua relação com a secretária Junge e seu fim, simbolizando também o fim do regime nazista.

O filme recebeu uma indicação ao Oscar na categoria Melhor Filme Estrangeiro.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Política - Cláusula fictícia

E caiu a Cláusula de Barreira. Nem saiu do papel. Errei nas minhas previsões. Viva a democracia!