sexta-feira, janeiro 05, 2007
Economia - Valor de mercado da Petrobras: R$ 221 bi
Ainda o patrimônio da viúva. Desta vez, a Petrobras. Ontem (04/01), foi divulgado o valor de mercado da estatal brasileira de petróleo: US$ 103 bilhões. Desses, a União detém 32,2%. Nas bolsas de valores estão 30,9%. O capital social restante: estrangeiros, 8,2%; BNDESPar, 7,6%; trabalhadores (FGTS), 2,5%; demais pessoas físicas e jurídicas, 18,5%. Enfim, todo mundo está em festa. E tome dinheiro para fazer campanha publicitária.
quinta-feira, janeiro 04, 2007
Economia - "O Banco do Brasil é do Brasil"

O Sindicato dos Bancários de Brasília realizou nesta quinta-feira (04/01) uma manifestação contra a nova campanha publicitária do Banco do Brasil em frente à sede da instituição. Afirmam que ao designar o BB como o Banco do João, Banco da Maria, Banco do Bruno, transmite-se a idéia de que seja uma empresa privada. Temem que, por trás dessa iniciativa, exista uma tentativa de privatizar o banco.
Em tempos que o presidente Lula diz que não é de esquerda, tudo é possível. Principalmente depois que ele vendeu parte do capital total da instituição financeira para que o banco pudesse se inserir no "Novo Mercado" de valores mobiliários da Bovespa (O Tesouro Nacional detém 72,1% do capital, o fundo de pensão dos funcionários do BB, 12%, o BNDESPar, 3,4%, ficando o mercado com 12,5%).
Que o BB continua sendo nosso, não restam dúvidas. Mas o temor dos bancários - que deveria ser o da sociedade, em geral - tem uma razão: o banco já esteve bem próximo da privatização em tempos recentes.
Em tempos que o presidente Lula diz que não é de esquerda, tudo é possível. Principalmente depois que ele vendeu parte do capital total da instituição financeira para que o banco pudesse se inserir no "Novo Mercado" de valores mobiliários da Bovespa (O Tesouro Nacional detém 72,1% do capital, o fundo de pensão dos funcionários do BB, 12%, o BNDESPar, 3,4%, ficando o mercado com 12,5%).
Que o BB continua sendo nosso, não restam dúvidas. Mas o temor dos bancários - que deveria ser o da sociedade, em geral - tem uma razão: o banco já esteve bem próximo da privatização em tempos recentes.
sábado, dezembro 16, 2006
Cinema - A Queda: as últimas horas de Hitler
"Der Untergang" (Alemanha, 2004) mostra os últimos momentos do ditador nazista num bunker em Berlim até seu suicídio; é baseado nos depoimentos de sua secretária particular, Traudl Junge, escritos num livro que foi uma das inspirações para o roteiro.
Das muitas qualidades do filme, uma se destaca, sobremaneira: a atuação espetacular de Bruno Ganz. O ator austríaco confere "humanidade" ao führer, colaborando com a proposta do diretor alemão Oliver Hirschbiegel que era a de mostrar o poder de persuasão do ditador, num momento onde a derrota - na Segunda Grande Guerra - parecia inevitável. A partir daí, o espectador pode inferir sobre os reais motivos que levaram o povo alemão a apoiar as doutrinas nazistas, afastando, de uma vez por todas, a imagem de Adolf Hilter como um demônio. Essa é uma visão simplista que ignora o processo histórico pelo qual passou a Alemanha ao final e após a Primeira Grande Guerra e que pavimentaram o caminho para Hitler, suas idéias e aspirações.
É impressionante como Ganz conseguiu compor a personsagem. Os gestos, o modo de falar, tudo é perfeito na caracterização.
O filme também traz histórias paralelas como a de Goebbels e sua família: sua mulher assassina os filhos, para que os mesmos não cresçam numa Alemanha sem a influência do nazismo. Isso desperta no público certa dose de compaixão (com as crianças, é claro), que se mistura com o ódio comum da humanidade ao regime.
O diretor consegue, portanto, expressar um fato histórico com certa objetividade, mostrando o poder que Hitler tinha sobre seus subordinados, sua relação com a secretária Junge e seu fim, simbolizando também o fim do regime nazista.
O filme recebeu uma indicação ao Oscar na categoria Melhor Filme Estrangeiro.
sexta-feira, dezembro 08, 2006
Política - Cláusula fictícia
E caiu a Cláusula de Barreira. Nem saiu do papel. Errei nas minhas previsões. Viva a democracia!
sábado, novembro 11, 2006
Esporte - O Galo volta à elite
E o Atlético/MG voltou à primeira divisão do futebol brasileiro. Lugar de onde não deveria ter saído. E retorna com justiça. Como o Grêmio, ano passado e o Palmeiras, em 2004. Clubes que, assim como o Galo, mesmo com muita história e títulos na bagagem, caíram para a segunda divisão. E na hora que precisaram, contaram com o apoio maciço de suas torcidas que empurraram esses clubes de volta à elite. Que a queda sirva de lição. Sem planejamento, ninguém conquista nada. Nenhum time vive só de tradição.
O trabalho do Levir Culpi foi fundamental para essa conquista. Apostou em jogadores revelados nas divisões de base, pois sabe muito bem o técnico que na série B o que conta é a raça, a vontade, aliada a um pouco de técnica. E o Atlético/MG soube aliar esses elementos, o que se refletiu em sua vitoriosa campanha. Parabéns, alvinegro! E que o Galo seja forte e vingador em 2007!
O trabalho do Levir Culpi foi fundamental para essa conquista. Apostou em jogadores revelados nas divisões de base, pois sabe muito bem o técnico que na série B o que conta é a raça, a vontade, aliada a um pouco de técnica. E o Atlético/MG soube aliar esses elementos, o que se refletiu em sua vitoriosa campanha. Parabéns, alvinegro! E que o Galo seja forte e vingador em 2007!
sexta-feira, novembro 10, 2006
Cinema - Alexandre
"Alexandre" (2004), dirigido por Oliver Stone, é um filme mediano. Não chega a ser o desastre anunciado aos quatros ventos por muitos críticos de cinema do Brasil e do mundo. Evidente que diante dos exageros de Val Kilmer, Jared Leto, Angelina Jolie e Rosario Dawson, a maioria optou por desqualificar todo o filme. Mas quem assistiu não pode negar que a direção das duas cenas de batalha é excelente! E por um simples fato: deu a impressão de que estava reinando o caos! Isso mostra um pouco a visão que o diretor tem de Alexandre: uma força da natureza destinada a vencer. Para Stone, a natureza ajudava Alexandre a ter êxito em suas batalhas, fato corroborado pela presença constante de uma águia, simbolizando o próprio protagonista, e pela quase ausência de estratégias de batalha. A própria Olímpia (Angelina Jolie) diz ao filho, em muitas cenas, que ele estava predestinado a vencer e se tornar o maior dos homens. A trilha sonora de Vangelis tem uma sincronia incrível com as cenas de batalha. É o ponto forte do filme! O homossexualismo de Alexandre também é mostrado, apesar de o diretor ter se limitado a mostrar afagos entre ele e Heféstion (Jared Leto). A direção de arte é o ponto fraco do filme. A fotografia de Rodrigo Prieto faz o que pode, mas não consegue disfarçar a artificialidade dos cenários. A narração de Ptolomeu (Anthony Hopkins) é cansativa. Muitas histórias narradas deveriam ter sido filmadas. Mas o diretor acertou em mostrar Alexandre sob outro paradigma. Oliver Stone queria convencer o público de que seu herói era sobrenatural. Até que na última batalha, Alexandre se reencontra com sua face mortal, em cenas muito bem conduzidas. Boa parte do elenco está caricata, como foi dito. Angelina Jolie está ridícula como a mãe protetora do grande imperador. Mas isso não chega a atrapalhar o andamento da história, graças à habilidade do diretor em focar a história em Colin Farrell que se saiu muito bem.
Cinema - Cidade dos Sonhos
É preciso entender um pouco da teoria psicanalítica freudiana para compreender o filme. A maioria das situações não são reais, são sonhos, reflexos do id, do inconsciente da protagonista (Naomi Watts). Os problemas parentais, a dúvida quanto à sexualidade, o desejo pelo sucesso, tudo não passa de ações do inconsciente mediadas pelo ego da personagem. Sem falar da crítica do diretor David Lynch à obsessão pelo estrelato. Não é um filme fácil de ser compreendido pelos motivos elencados. O ponto fraco é a edição, bastante confusa. Poderia auxiliar no processo de compreensão dos sonhos e seus reflexos nas atitudes da protagonista.
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